Segunda fase do open banking no Brasil: novas oportunidades à vista!

segunda fase do open banking

Open banking é um dos assuntos “quentes” do momento de renovação pelo qual estamos passando no sistema financeiro brasileiro, quanto a isso não há dúvida. Mas o que tem feito o mercado ficar tão animado em relação a essa novidade? O que a próximas fases do open banking e sua implantação determinada pelo Banco Central nos reserva daqui para a frente? Isso é o que veremos neste artigo.

Na primeira fase, resumidamente, o trabalho se voltou à padronização dos dados dos próprios bancos e a disponibilização deles por meio de API. Dessa forma, criou-se a oportunidade de gerar ferramentas que comparam serviços e produtos financeiros, por exemplo.

Como a fase 2 marcará o início do compartilhamento dos dados com o consentimento dos clientes entre as instituições financeiras, em abril o Banco Central publicou uma nova resolução com medidas de maior proteção aos dados dessas pessoas. Por meio dessa resolução o regulador divulga o Manual de Experiência do Cliente, em que se estabelecem requisitos, voltados às instituições participantes, para as etapas de consentimento, autenticação e confirmação.

A animação dos players se relaciona com as possibilidades de inovação por meio da plataforma de dados aberta. Exemplo disso será a possibilidade de reunir em apenas um aplicativo as transações feitas por meio de diferentes instituições financeiras, como cartões de crédito, consolidando as finanças e melhorando a experiência de controle financeiro.

Consolidação e análises personalizadas serão ponto de partida

Aliás, a partir desses dados, outras possibilidades se mostram viáveis com a intermediação da tecnologia. Por meio de análises personalizadas, o oferecimento de empréstimos ou oportunidades de investimento ganha mais uma camada de inteligência, já que será possível ter uma visão mais completa da vida financeira de cada pessoa. 

Soma-se a isso a melhoria possível em sistemas de análise de crédito e até mesmo dos sistemas antifraude, que também se beneficiam do maior acesso a informações, que poderão ser cruzadas com o comportamento de clientes fora do ambiente bancário. Dessa forma, nossas operações ganham mais segurança e os produtos podem ficar mais baratos, já que o risco diminui.

Open banking também é oportunidade para players consolidados

Muito falamos de como as fintechs se beneficiarão desse novo momento do sistema financeiro. Com certeza o ecossistema ficará mais amigável a quem chega agora, mas não só. Vejo essa transição também como oportunidade de inovação para os bancos já consolidados no mercado, já que poderão, se entenderem como vantajoso, desenvolver unidades de negócios mais ágeis e parecidas nesse quesito com os players recém-chegados ao mercado.

Portanto, o espírito e estilo de atuação das startups devem ser grandes inspirações para aqueles que já têm sua fatia de mercado e que ainda contam com toda a segurança financeira e relação de confiança conquistada com os clientes para darem suporte às suas inovações.

Por: Orlando Ovigli – Sócio e VP Omnicommerce do Grupo FCamara

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