Os desafios do e-commerce para indústrias e como elas podem superá-los

os desafios do e-commerce para indústrias e como elas podem superá-los

Você se lembra do tempo em que as fronteiras e os papéis de cada player no mercado eram muito bem definidos? A indústria produzia, o atacado distribuía e o varejo vendia ao consumidor final. 

Hoje, no entanto, essas atividades se diluem e se misturam entre os diferentes níveis. Graças à internet e à tecnologia, muitos caminhos entre as diferentes etapas e o consumidor final foram encurtados, até que chegamos a uma realidade em que a indústria pode tranquilamente ter seu e-commerce e vender de forma direta ao cliente final, seja ele uma empresa ou uma pessoa. 

Em outras palavras, vender on-line deixou de ser apenas uma prerrogativa do varejo e se tornou uma realidade possível para toda a cadeia, sobretudo com o crescente número de pessoas aderindo e se acostumando com as compras on-line. 

Entendendo como outros setores lidaram com as mudanças nas estruturas de vendas

Um exemplo do setor de serviços que podemos citar é o caso das companhias aéreas. Quando elas começaram a vender passagens por meio da internet diretamente ao consumidor, o mercado todo precisou se adaptar. As agências de turismo precisaram passar a oferecer mais conveniência do que a simples intermediação, mas aquelas que surfaram com a transformação e se reinventaram por meio dela se mantiveram nos negócios.

Claro que, principalmente no caso das indústrias, não é tão fácil quanto um artigo aqui no LinkedIn pode fazer parecer. Elas precisam se adequar a uma série de questões com as quais não lidavam naquele passado em que faziam negócios quase exclusivamente com as empresas que trabalhavam em sua distribuição.

É preciso dar atenção à tecnologia e aos parceiros

O primeiro desafio é que o mercado de soluções para vendas on-line ainda não olha muito para esse segmento, sendo dominado pelas plataformas B2C. Isso gera um problema, porque as adaptações necessárias não raro são profundas e resultam em algo até mesmo insatisfatório ou pouco funcional. É preciso encontrar, portanto, soluções próprias para a realidade enfrentada pelo setor. A OmniK, por exemplo, é nossa plataforma que ajuda na gestão desde o catálogo, passando pelos pedidos e pelo frete, até a interface de atendimento entre vendedores e clientes, entre outras funcionalidades. Caso queira saber mais sobre ela, clique aqui.

Outro fator, talvez o principal, é o abalo que a relação entre a indústria e seus revendedores pode sofrer. Afinal de contas, muitas vezes até existe um rompimento desse tipo de parceria, dado que acaba sendo criada uma espécie de concorrência. Contudo, isso não precisa acontecer dessa forma. Por exemplo, por meio de um marketplace próprio a indústria pode abrir espaço para que a venda direta ao consumidor aconteça, ao mesmo tempo que garante a permanência do revendedor junto a ela. Win-win, certo?

Resumindo

Depois de entender o novo cenário que vivemos e planejar suas adequações para velejar nesse mercado amplamente dominado por soluções B2C, a indústria precisa encontrar soluções específicas para suas necessidades; valorizar as relações construídas até aqui com seus parceiros se espelhando em exemplos de setores que já passaram por essa transformação.

Por: Orlando Ovigli – Sócio e VP de Omnicommerce do Grupo FCamara

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A evolução do varejo e o omnicommerce

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