Open Banking UK x Open Banking Brasil: Análise

open banking uk e brasil

Open Banking: 3 anos em UK, 3 semanas no Brasil

Estamos para completar 3 semanas de Open Banking Brasil já falamos até sobre o que esperar do Open Banking aqui em terra nacional, desde que, este caminho sem volta, foi oficializado pelo Presidente Roberto Campos, como parte da estratégia Banco Central do Brasil, que iniciou com o PIX alcançando grande sucesso logo em seu lançamento – 80% de adoção já no segundo mês, atualmente passando dos 86% – as possibilidades podem se ampliar muito com o Open Banking.

A agenda Banco Central traz uma transformação importantíssima para o mercado Brasileiro, em consonância com o BIS – Bank for International Settlements, que é responsável pela supervisão bancária no mundo. O Bacen insere o país neste novo ecossistema bancário/financeiro.

E buscando referências externas, como o Open Banking implementado no Reino Unido, o órgão regulador desde o dia 01/02/2021 começou a buscar formatos mais abrangentes, mesmo com o modelo e a experiência de UK.

Implementação Open Banking UK x Open Banking Brasil

Enquanto em UK a adoção começou com 9 bancos obrigatórios, levando 3 anos para inserir mais de 4.000 bancos e 300 fintechs, esta análise pode ser conferida por aqui, no Brasil o cenário é muito mais amplo, a estimativa é que cerca de 20 bancos já realizaram o seu cadastro no diretório central.

Dado que somente 13 bancos com classificação de exposição total S1 e S2 eram considerados obrigatórios pela legislação do Bacen. Fica evidente que o movimento está tendo adoção estratégica ao invés de somente regulatória, e este é um sinal importantíssimo.

É sabido que em UK os bancos que adotaram visão estratégica são os que mais estão colhendo resultados no novo modelo. Enquanto os que foram pelo caminho do compliance puro estão contabilizando os custos da adequação à perda de participação dos negócios no modelo anterior.

Por isso, a conclusão óbvia é que as instituições que têm mais visão estratégica aqui no Brasil conseguiram compreender, liderar a entrada e consequentemente a criação/construção da nova economia.

Open Baking para Fintechs

open banking para fintech

Pelo lado das fintechs, a adoção foi espontânea nesta primeira fase, porém estimamos que cerca de 15 empresas já se registraram, o que também indica a forte visão estratégica no setor que deverá colher resultados muito bons, principalmente a partir da Fase 3 quando será oficializada a Iniciação de Pagamento.

A inovação será o grande motor deste processo que já é considerado como sendo contínuo pelo próprio Banco Central, e o preço da falta de inovação deverá ser o fechamento de diversas empresas.

Inovação é também uns dos focos da autoridade na Basiléia (BIS), no sentido de se adaptar as regras de risco & liquidez individual, sistêmico e novas demandas de cybersecurity, proteção de dados e AML/CFT (anti money laundering e countering the financing of terrorism), porém sem engessar ou prejudicar os processos de inovação, garantindo que pelo menos por uma década ocorra a evolução máxima do novo modelo.

Dada a evolução contínua dos elementos de tecnologia, hoje apoiados em inteligência artificial, machine learning, robótica e automação, distributed ledgers, cloud, etc. Vemos um futuro de transformações sem precedentes, não somente no mercado financeiro, mas em todos os demais setores, que vão começar a implementar as suas próprias soluções financeiras e a cruzar fronteiras entre países.

Completando três semanas de operação, o Open Banking Brasil já mostra a sua força e a maturidade dos estrategistas Brasileiros em entrar e explorar o novo ecossistema. O sucesso está claramente desenhado.

“Não é o mais forte e nem o mais inteligente que lidera num novo ambiente, mas sim o mais adaptado” Charles Darwin

Ricardo Bendoraitis – Diretor Comercial de OmniBanking

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