Mulheres e tecnologia: liderança feminina tem alta performance e resgata história de mulheres com TI

A linguagem da programação deu voz à Ada Lovelace. Ainda no século 18, a condessa protagonizou um marco importante na história da tecnologia ao fundar a computação científica. A primeira programadora de todos os tempos abriu caminho para a intensa atuação feminina na área.

Um pouco mais tarde, em 1974, as mulheres representavam mais de 70% da turma de ciência da computação na USP. Acontece que, pouco a pouco, a área foi ficando conhecida por ser majoritariamente masculina e, em muitos casos e empresas, poucas mulheres eram contratadas para vagas de TI. Hoje, elas são 20% do mercado e ganham 34% menos que os homens da área. Mas contratar e investir na formação de mulheres pode ser, além de plural, inclusivo e diverso, uma verdadeira estratégia de performance para sua empresa. 

Segundo uma recente pesquisa divulgada pela McKinsey, mulheres no comando desenvolvem 50% mais chances de crescer a rentabilidade e 22% a mais de probabilidade de aumentar a média de margem Ebitda. Outro estudo, do Sebrae, que avaliou o empreendedorismo feminino, publicado em 2019, mostrou que as mulheres também buscam mais qualificação – têm aproximadamente 16% mais escolaridade que os homens. Ainda sobre comportamento, podemos destacar a sobrevida de empresas formadas por mulheres – no Vale do Silício, por exemplo, companhias com liderança feminina têm 50% mais chances de sobreviver. 

É preciso que a empresa abrace o compromisso

Imagine chegar a uma seleção de emprego com mais 14 candidatos e perceber que você é a única mulher. Segundo especialistas de RH, o fator pode ser prejudicial ao desempenho da candidata, por isso, é importante que recrutadores e gestores estejam conscientes de possíveis limitações e constrangimentos durante o processo. O mundo também anda repensando perguntas tradicionais às mulheres nessas entrevistas, como por exemplo “você quer ter filhos?”. Recentemente, em setembro, Audrey Gelman, CEO da The Wing, foi capa da revista Inc. A foto da capa rodou o mundo, não apenas por Gelman comandar um negócio com mais de oito prédios de escritórios nos Estados Unidos mas também por estar grávida. É um novo tempo para as mulheres e, obviamente, também para as empresas – que precisam se adequar e transformar culturalmente este ecossistema. 

Programa Hera

Uma das formas de conectar mulheres com oportunidades de negócio é criando pontes segmentadas e exclusivas para elas. Por isso, a FC Nuvem criou um programa de formação com o objetivo de conectar consultoras digitais para a área comercial de produtos Microsoft. A primeira edição do programa aconteceu em Setembro, e reunimos mulheres de diferentes idades e classes sociais em uma experiência imersiva e gratuita, com capacitação completa em vendas digitais – do básico ao avançado em metodologias, técnicas e ferramentas de Inside Sales e também venda remota. Após a imersão, 10 mulheres foram convidadas para trabalhar como consultoras digitais independentes licenciadas pela FC Nuvem, parceira da Microsoft Brasil.  

Abrir caminhos

Engajar mulheres no motor da inovação é uma urgência do mundo. Hoje, as mulheres têm uma parcela expressiva na educação e na busca por especialização. Por exemplo, 60% dos brasileiros que fazem doutorado fora do Brasil são mulheres (dados do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE)). Reduzir a possível hostilidade do mercado de trabalho e integrar melhor essas candidatas é uma estratégia emergencial para que a tecnologia e a inovação tenham cada vez mais mentes brilhantes para somar e criar. 

O segmento de tecnologia vive um novo momento, os recursos hoje vão muito além do desempenho técnico,  é preciso olhar com mais estratégia na hora de montar times e de promover lideranças. Incluir lideranças femininas é, também, promover mais empatia, criatividade, mais pluralidade. É ter mais pontos de vista e, por isso, também mais resultados. É hora dos escritórios e consultorias repensarem estratégias para criarem times de alta performance e multidisciplinares, afinal, todos nós só temos a ganhar com isso. 


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