Green commerce: sustentabilidade está no radar do seu marketplace?

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O mundo todo tem os olhos voltados para iniciativas de proteção ao meio ambiente e a maior parte das pessoas e empresas já reconhecem que os recursos que temos disponíveis no planeta são limitados e tendem a se esgotar rapidamente nas próximas décadas se o consumo continuar na velocidade em que está e não forem criadas alternativas de reúso para o que extraímos da natureza.

Essa é uma preocupação latente de uma parte de consumidores que cresce a cada ano, a exemplo das iniciativas que visam reduzir o consumo de plásticos descartáveis muito pela pressão dessa parcela. Prova disso é que, em pesquisa, a Nielsen levantou que 42% dos consumidores, no momento da entrevista, estavam mudando seus hábitos de consumo para reduzir o impacto no meio ambiente.

A responsabilidade do varejo 

Não é novidade que os canais digitais de vendas viram suas operações crescerem como nunca antes em 2020. Mas, junto ao volume financeiro, aparecem questões operacionais que em outras épocas poderiam ser menos relevantes: qual é o papel dessas plataformas na sustentabilidade? Como as embalagens utilizadas impactam a coleta de lixo das cidades? 

É preciso assumir responsabilidades, até mesmo por questões financeiras. Assim como os consumidores estão mais atentos às práticas sustentáveis das lojas virtuais e plataformas de marketplace, até mesmo o mundo dos investimentos está mais criterioso quanto ao assunto. Os critérios ESG (environmental, social and governance – critérios ambientais, sociais e de governança) ganham relevância e se tornam um fator de decisão para o investimento de pessoas, empresas e governos interessados em produtos mais amigos da natureza.

Como se vê, não é à toa que se usa até mesmo um termo específico para as práticas sustentáveis no varejo, o chamado green commerce. Ele se define como um conceito geral para soluções (produtos, serviços, ferramentas) que tenham em seu DNA a responsabilidade ambiental – uso de embalagens recicláveis, fontes de energia renováveis – estendendo esse cuidado por toda a cadeia, das próprias operações até a escolha de parceiros que primam pelos mesmos princípios.

Vendas on-line podem gerar menores emissões de carbono

Na pesquisa “Is e-commerce good for Europe?”, a consultoria Oliver Wyman apurou que o e-commerce pode gerar de 1,5 a 2,9 vezes menos emissão de carbono do que as vendas em lojas físicas, que envolvem deslocamento dos consumidores e das mercadorias, bem como questões relacionadas aos espaços físicos como estacionamentos, armazéns e a própria loja física.

Isso não quer dizer que as vendas on-line sejam a solução da lavoura ambiental. É preciso haver uma genuína iniciativa para que as operações tenham menor impacto, reduzindo desperdícios de recursos e fazendo substituições de insumos com essa finalidade.

Portanto, não é só a indústria que precisa se preocupar com sua participação no uso de recursos naturais e no emprego mais eficiente deles em suas atividades. Em última instância, todas as empresas precisam estar atentas a esse cenário, sobretudo aquelas que querem alcançar o status de grandes varejistas. Esse cuidado é bom para o planeta, é bom para o consumidor e é bom para a sua marca também.

Por: Orlando Ovigli – Sócio e VP de Omnicommerce do Grupo FCamara

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