Cultura Data-Driven para organizações

Cultura Data-Driven para organizações

Data-driven

No mundo guiado por disrupções e mudanças cada vez mais frequentes, organizações enfrentam desafios complexos e um ambiente cada vez mais volátil, de ambiguidade e incerteza, em função de fatores que muitas vezes fogem ao controle e que evoluem no tempo.

Isso gera uma demanda premente das organizações para se adaptarem às condições impostas pela nova realidade competitiva, sendo condição necessária a adoção de uma nova perspectiva e mudanças de atitudes frente aos desafios decorrentes de todo esse processo.

E nesse cenário, apesar de gerarem muitas informações em suas atividades diárias nos vários sistemas de informação, não conseguem extrair o máximo deles, em função de não terem uma cultura orientada por dados, e processos estabelecidos com pessoas capacitadas que consigam dar relevância para os dados na forma de insights acionáveis.

No caso, a análise dos dados gerados nos pontos de contato do consumidor com a empresa, seja pelos canais digitais ou físicos, permite a identificação dos diferentes perfis de consumidores, o entendimento de suas necessidades e desejos, e o estabelecimento de estratégias de comunicação voltada para cada um deles.

Novo Consumidor Digital

Esse processo de Gestão do Conhecimento na organização, permite maior inovação na sua oferta de produtos e serviços e auxilia na definição da estratégia, ações táticas e na geração de recomendações para o processo de tomada de decisão da empresa.

E para que esse processo se viabilize, a criação de áreas encarregadas de abastecer os tomadores de decisões com informações acionáveis e promover a geração de conhecimento para o negócio, não pode ocorrer de maneira isolada, mas sim dentro de uma estratégia maior de uma cultura orientada por dados e do processo de Transformação Digital da Empresa.

Pois existe um novo consumidor digital mais exigente, com expectativas maiores sobre a qualidade da experiência do cliente dos produtos e / ou serviços e que ainda considera os fatores preço e custo / benefício no Processo de Tomada de Decisão de uma compra.

Neste contexto, as estratégias de Transformação Digital, devem considerar uma abordagem centrada no cliente, que priorizem o entendimento e a satisfação de suas necessidades e desejos, em todos os canais físicos e digitais e tentem criar uma experiência do cliente sob medida e um relacionamento autêntico com este novo consumidor digital.

A criação de uma cultura voltada para a inovação, também deve ser Data-Driven, pois os dados serão os “insumos” que darão vida e nutrirão os processos colaborativos.

Governança de Dados

O processo colaborativo deve adotar uma estratégia de Governança de Dados, que se faz presente a partir de processos que garantam a qualidade e a consistência dos mesmos.

Sendo importante, o estabelecimento de definições comuns no tratamento dos dados para maior padronização para todas as aplicações que os utilizem, uma vez que abastecerão os processos colaborativos da organização e o processo decisório.

Esse processo é vital para a organização, pois garante maior confiabilidade, precisão e em última instância o valor a ser extraído dos dados.

Governança de dados

Por isso, que num mundo cada vez mais complexo e incerto, a autenticação e validação dos dados é etapa essencial de modo a garantir, além do tripé, confidencialidade, integridade e disponibilidade, a sua veracidade, evitando assim “variações” na verdade dos dados, promovendo também no processo, o mapeamento das diversas fontes de informações utilizadas, a consolidação e a maior consistência dos dados que serão os insumos dos fluxos colaborativos que propiciarão a geração de valor na organização.

E que, quando possível dada às condições da organização, se faça valer de um repositório central (Data Lake) que facilite o processo de consulta de informações dos vários departamentos e que também se procure evitar o retrabalho de entrada de dados, automatizando o que for possível, garantindo assim o melhor uso do tempo dos colaboradores para se focarem em atividades de maior valor agregado.

Jornada Data-Driven

Nesse aspecto, os times dentro do processo colaborativo, também precisam buscar praticar a interdisciplinaridade na resolução de problemas complexos, procurando entender sempre os desafios de forma integral e sistêmica e todas as suas nuances, para um melhor resultado dentro dos ciclos de experimentação.

Jornada Data-Driven

Assim, a geração de valor por meio dos dados, dentro da Jornada Data-Driven, envolve o processo de experimentação constante, que promoverá a inovação contínua na forma de insights acionáveis para a organização, com o aumento de seu capital intelectual acumulado.

O que por sua vez, serve como uma alavanca para a geração de valor ao longo do tempo, com a redução do time to market da organização e a tornando mais adaptável e responsiva frente às constantes mudanças do mercado, a preparando para lidar com cenários complexos de negócios e a antever oportunidades não previstas pela concorrência, e em face da melhor preparação e execução, lhe permitindo colher os frutos do sucesso.

Melhores práticas no uso dos dados e a LGPD

E ainda, com o advento da nova lei de Privacidade de Dados no Brasil, a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados), se tornou uma necessidade o uso das melhores práticas quanto ao tratamento dos dados nas organizações, de modo a garantir o Compliance estabelecido na legislação em vigor.

Não somente isso, mas passou a ser um pré-requisito para atender à maior exigência do novo consumidor digital, mais consciente da importância de seus dados pessoais, e também condição necessária para se competir internacionalmente, uma vez que existem legislações similares como a GDPR Europeia, que uma vez atendidas às exigências, a organização ganha uma espécie de “selo” de qualidade quanto ao respeito dos dados dos usuários, que refletirá num melhor posicionamento de marca no mercado que abrirá novas oportunidades de negócio para a organização. 

Enfim, o apoio da Diretoria e de todos os Stakeholders é essencial para que o processo se concretize, de modo que a área tenha autonomia e a estrutura necessária para que possa operar e cumprir o que se espera dela, no caso, a geração de insights acionáveis e recomendações para o processo decisório da organização.

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Artigo escrito pelo consultor Renato Azevedo Sant Anna.
Leia também o conteúdo: Ciência de dados, sobrecarga de informação e os analistas do futuro.

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