Blueprint e metodologia ágil: pensar no usuário muda tudo

Dan Ariely, no livro Positivamente Irracional, conta que quando as primeiras marcas de mistura para bolo chegaram ao mercado, não receberam aceitação pelas donas de casa americanas. Em uma breve pesquisa de mercado, a indústria descobriu que as consumidoras se sentiram inúteis ao não participarem de nenhuma parte do processo. Foi aí que surgiu a ideia de pedir que elas acrescentassem um ovo na fórmula antes de ir ao forno. A estratégia não apenas deu certo como, até hoje, as misturas para bolo continuam sendo vendidas em larga escala. 

Pensar na trajetória dessa história nos proporciona pensar no desenho de um projeto. Por exemplo:

Você conhece algum desses produtos? 

  • Óculos para ler deitado
  • Protetor de cigarro para dias de chuva
  • Bicicleta para família (todo mundo em um só veículo)
  • Chapéu que toca música 
  • Caneta elétrica 

Todos esses objetos foram de fato desenvolvidos. Mas por questões de usabilidade, preço ou época, foram rapidamente descartados pelo mercado. Hoje em dia, também há softwares, hardwares e serviços que quando chegam ao público final têm dificuldade de provar valor. Uma boa ideia não é necessariamente um bom negócio. Por isso, utilizar ferramentas que deixem o sprint mais visual e alinhar suas características com o desejo do público final – seja ele qual for – é uma estratégia que proporciona criar projetos mais tangíveis. 

O processo de finalizar um produto pode ser longo e quando temos como meta apenas o resultado final ideal, estamos pensando de forma tradicional, alinhado com o modelo cascata, em que uma etapa do projeto só é iniciada quando outra é finalizada. 

Uma galera que mudou tudo

Este pensamento mudou em 2001, quando um grupo de programadores lançou o Manifesto Ágil, que tem como estrutura os seguintes pilares:

1 – Indivíduos e interações mais que processos e ferramentas
2- Software em funcionamento mais que documentação abrangente
3- Colaboração com o cliente mais que negociação de contratos
4 – Responder a mudanças mais que seguir um plano

A partir daí, a ideia de um sprint se transformou de início, meio e fim para um plano sequencial de usabilidade e aprimoramentos durante a confecção. Se você parar para imaginar quantas vezes o Instagram e o Facebook mudaram suas interfaces nos últimos cinco anos, verá que os grandes players do mercado utilizam este formato. 

A metodologia ágil também proporciona que os processos sejam analisados por um blueprint, com ajustes e outras possibilidades a partir da opinião do usuário. Isso significa que protótipos, fases iniciais e versões beta são muito bem-vindos. 

Com foco no usuário e na colaboração entre todos os pontos de contato do sprint, o mercado mudou a forma de entregar produtos e serviços. Em 2019, criar é mais colaborativo e menos em linha reta. E, cá para nós, muito mais divertido. 

Quer saber como a FCamara utiliza métricas e indicadores ágeis? Baixe o nosso Glossário e confira. 


Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *