O Super TOS

O Super TOS

Por Esmael Grassi Prado | Head de Logística

Seja um supervisor de pátio, um operador de empilhadeira, ou qualquer pessoa que tenha contato diário com a operação de um terminal portuário, você para pra pensar que o seu dia a dia poderia ser mais fácil e mais eficaz. Ou seja, tudo mais simples.

A empresa alinha sua infraestrutura com ativos de ponta, mas o seu sistema não consegue atingir metas de operação que ocasiona subutilização de hora/máquina, hora/homem e por assim dizer, todo o tempo que o resto do seu pátio está esperando aquela operação se encaixar no cronograma sempre retrabalhado.

Pessoas chave, que possuem expertise nas operações que ocorrem dentro de um terminal portuário, logo pensam numa solução sistêmica: precisamos de um super TOS.

A solução da vez: TOS

Estamos em momento de transformação digital. As empresas, independente do tamanho, agora tem um viés de inovação. Ter apenas uma única plataforma para apoiar os sistemas da empresa pode significar estar preso a perfis, a alta demanda desses profissionais e, nesse contexto, realmente estará.

O objetivo aqui não é dizer quem é este super TOS, mas sim mostrar que uma boa parceria, com empresas que atuam em algumas especificidades da legislação, processo ou infraestrutura, podem transformar seu TOS, desenvolvido em casa, aos trancos e barrancos, em algo super.

Superar as expectativas, desmistificar a latência da sua infraestrutura antiga, buscando alternativas que possam escalar seu sistema, acompanhando o crescimento da sua empresa, pode ser uma das soluções que integram com sua plataforma.

Parceiro técnico

O último projeto de integração que participei, a expectativa era de uma customização elevada, dentro e fora da plataforma deste TOS. Este TOS permite que haja códigos sendo executados como forma de API, extraindo e inserindo informações em sua base de dados.

Este é um aspecto que ajuda muito na customização de sistemas fechados. Mas aí está o desafio de se implantar uma plataforma que roda fora do Brasil, a empresa pensa que está comprando um sistema que vai atender 99% das necessidades que precisa.

Nessa revolução toda, com novo TOS pronto para ser destrinchado, vamos levantando os requisitos e: customizamos mais de 80% para se adequar as linhas de processo brasileira e viramos case de empresa que mais customizou este TOS, mundialmente utilizado.

Olhando o cenário geral, temos um TOS que bateu recordes de operação quando entrou em produção. Ponto positivo!

Mas o que está por trás das cortinas, no set de desenvolvimento, nas valsas dançadas entre os líderes, arquitetos, desenvolvedores e diretores, tanto dos parceiros quanto da contratada?

“A resposta é simples: Muita dedicação!”

O mindset do parceiro que você contrata tem que ser de sucesso ao cliente, tem que ser de liberdade. Você escolhe se quer outro parceiro. Não se amarre!

Claro que nós, que amamos ser consultores e parceiros, queremos o sucesso do cliente, o nosso sucesso e o reconhecimento mantendo-se também no momento de on going.

Porque treinar uma equipe, mostrando o trabalho realizado e preparando-os para manter a excelência no atendimento, é algo gratificante.

Com a experiência de quem liderou equipes que esbarraram nas leis aduaneiras, visando atender atos declaratórios com auditoria, não tem bala de prata no setor. Todos precisam estudar o negócio, estabelecer as linhas do processo no setor aduaneiro, porque super TOS, estando no Brasil, é olhar para as integrações possíveis e determinar qual tecnologia se emprega melhor naquele cenário.

Nós, da FCamara, temos as competências necessárias para desenvolver projetos de grande porte, inclusive customizações de sistemas TOS. Pode contar com a gente!

Estudo de caso: app de investimento se destaca pela usabilidade e design intuitivo

Estudo de caso: app de investimento se destaca pela usabilidade e design intuitivo

Saiba como um aplicativo de investimento se tornou user friendly através de algumas etapas de UX e veja como destacar seu produto no mercado


Quando pensamos em investimento, as primeiras imagens que nos vem à cabeça são gráficos, números e terminologias complexas. O grande desafio das fintechs é quebrar esse paradigma causado por anos de serviços burocráticos das instituições financeiras tradicionais e oferecer serviços disruptivos, que se diferenciam pelas facilidades proporcionadas pela tecnologia e pela visão orientada a experiência do usuário.

Buscando o aperfeiçoamento contínuo, a Visia Investimentos, uma fintech que atua como gestora de fundos de investimentos multimercados quantitativos, se propôs a melhorar seus processos de interação com o cliente através de um canal de comunicação digital que acompanhasse o ritmo acelerado do mundo contemporâneo.

O desafio era desenvolver um aplicativo mobile que rompesse as barreiras entre o mercado de investimento e o usuário, trazendo as informações de forma simples e transparente, além de assegurar que o alto nível de experiência que a empresa proporciona aos seus clientes no contato presencial fosse mantido no app. Para atingirmos esse objetivo, foram utilizadas algumas técnicas de user experience, a fim de estabelecer uma conexão com o usuário e entender o que ele busca quando se trata de investimentos.

UX, pra que te quero!

transformação digital causou um grande impacto na sociedade e no comportamento do consumidor. Cada vez mais somos atingidos pelo grande volume de informações que consumimos e pela velocidade com que isso acontece. Produtos e serviços estão se automatizando e trazendo uma comodidade antes nunca imaginada. Isso fez com que os clientes se tornassem cada vez mais exigentes e buscassem por produtos e serviços que proporcionassem experiências diferenciadas, personalizadas e que facilitassem sua rotina. Dessa forma, é incontestável que um aspecto fundamental para garantir o sucesso do seu projeto seja a satisfação do usuário frente ao produto ou serviço utilizado.

Quando a Visia veio até nós buscando uma solução digital, queríamos facilitar ao máximo a jornada do usuário ao utilizar o aplicativo, visto que o cenário do mercado de investimentos ainda apresenta barreiras para o público em geral. O resultado desses esforços aparece para o usuário na forma de praticidade, transparência, burocracia reduzida e maior controle sobre operações financeiras.

Quem é seu usuário? O que fazem? Onde vivem?

O primeiro passo para desenvolver um produto que deixará seu usuário satisfeito é entendê-lo. Mas como obter insumos para isso? A resposta é simples, afinal quem melhor pode falar sobre os meus usuários que eles mesmos? Para começar essa reflexão, vamos falar da etapa de pesquisa e sobre uma das ferramentas de UX conhecida como persona.

Se você veio do Marketing e está acostumado a mapear seus usuários através de targets, volte uma casa. A Persona se diferencia justamente porque você não trabalha com um padrão generalizado e amplo (homens, entre 40-50 anos, classe A/B) e sim com o ser humano individualizado. Quem é meu usuário? Como ele pensa, como se comporta, o que ele deseja realizar? Como funciona sua rotina?

De forma resumida, persona é a construção de um personagem fictício criado para estabelecer uma conexão entre a equipe que está desenvolvendo o projeto e o usuário. Mesmo que fictício, esse personagem não deve ser inventado ou criado com base em hipóteses. Temos que pensar na persona como um arquétipo construído a partir dados comportamentais obtidos através de entrevistas com os usuários, pesquisas de campo, entre outras técnicas.

Desta forma, o primeiro passo para construir nossa persona e entender melhor quem é o usuário foi realizar uma entrevista, cuja base foi composta por clientes da empresa. Após entrevistá-los e levantar algumas informações, pude estabelecer alguns padrões a partir de pontos em comum entre eles em relação a aspectos sociais, comportamentais, entre outros.

Estabelecidos esses padrões, pude compilar essas informações dentro de personas, atribuindo a elas algumas características como hobbies, traços de sua personalidade, suas metas e frustrações, tudo isso em função de personificar o usuário cada vez mais. Por trabalhar com um aplicativo, considerei fazer uma imersão em seu comportamento mobile. Logo, foi analisado que tipo de celular ele tem, quanto tempo por dia costuma usá-lo, quais seus aplicativos favoritos e por que.

Extraindo os dados certos para obter insights valiosos

O material obtido durante o processo de estudos, análise do benchmarking, entrevistas e criação de personas é muito valioso. Saber como extrair o melhor disso faz toda a diferença no projeto. Note como apenas um único dado pode modificar a forma que você pensa sobre o aplicativo. Por exemplo, trabalhando apenas com o dado que minha persona é sênior, podemos ter alguns insights:

  • temos que trabalhar esse aplicativo com fontes maiores que as convencionais, para que meus usuários não tenham dificuldade de leitura;
  • quanto a segurança, temos que pensar que a biometria não pode ser um item obrigatório, pois ao longo dos anos nossas digitais vão ficando mais fracas e seria uma dor para os usuários depender da digital para fazer qualquer movimentação.

Já quando analiso os aplicativos que meus usuários costumam utilizar no seu dia a dia, um insight que posso ter é o tipo de interação que eles estão acostumados. Fazer algo muito fora da curva poderia fazer com que o aplicativo fosse difícil de utilizar, indo contra nosso objetivo que era fazer com que ele fosse o mais simples possível.

Indo mais para a área de negócios, podemos trabalhar com a hipótese que por algum motivo meu cliente pedisse para escolhermos apenas uma plataforma para lançar o projeto. Com base nas entrevistas realizadas para criar a minha Persona, conseguiria auxiliar o time a tomar uma decisão mais assertiva, com dados extraídos de um contexto real. Dos clientes entrevistados, 83% tinham iPhone. Sendo assim, neste caso a melhor decisão seria começar pelo sistema iOS.

Viram quantas informações pudemos extrair apenas utilizando algumas ferramentas de UX? É nesta etapa que adquirimos insumos para tomar decisões relevantes sobre o projeto, seja sobre usabilidade, interface, desenvolvimento ou até mesmo uma possível modificação no escopo do projeto.

Mão na massa!

Após mapearmos quem são nossos usuários e entender suas necessidades, chegou a hora de pensar nas funcionalidades do aplicativo e conflitar o que imaginamos previamente versus o que mapeamos quanto às necessidades do usuário.

Para priorizar o que seria inserido na primeira versão do aplicativo foi utilizada uma técnica chamada MLP, Minimum Loveable Product, que em tradução livre significa Produto Mínimo Adorável. O MLP tem a função de detectar features que façam com que nosso aplicativo atinja o objetivo que buscamos o mais rápido possível, de modo que os usuários se sintam encantados e realizados.

A próxima etapa se deu início na fase de prototipação. O objetivo desta é criar uma representação semi realística do aplicativo para que os stakeholders possam analisar, interagir e testar o produto. Sua principal função é identificar problemas e oportunidades de melhorias muito antes de começar a implementação do projeto e com isso aumentar a assertividade, evitar refação, reduzir tempo de desenvolvimento, além de elevar o nível de satisfação dos usuários, a fim de garantir que nosso objetivo seja atingido de forma eficaz.

1, 2, 3… Testando!

Os aplicativos mais user friendly são aqueles que se preocupam em realizar testes com seus usuários. É nesta fase que conseguimos detectar os gaps entre aplicativo e usuário e, através de seus olhos, enxergar possíveis falhas ou melhorias. Dessa forma, aplicamos o teste em um pequeno grupo de clientes da Visia, dos mais diferentes perfis. O grande trunfo do projeto foi captar os insights obtidos durante os testes e realizar algumas modificações para que o produto fosse capaz de proporcionar uma experiência de consumo completa e inesquecível.

“O teste de usabilidade foi importante para validar hipóteses e perceber aspectos que pareciam ser óbvios para nós, mas que não eram tão óbvios para o usuário final” 

Rafael Lee, CIO da Visia

A fim de reduzir riscos e ser mais assertiva, tomei a decisão de realizar o teste em duas fases. A primeira fase consistia em testar a interface e analisar como os usuários realizavam as interações. Além disso, testar se as features que já haviam sido prototipadas, como a área de login, home e relatórios atendiam as necessidades do usuário. Essa fase foi essencial para obtermos insumos para prosseguir e dela saíram duas funcionalidades que geraram grande valor para o projeto.

Já na segunda fase dos testes, o foco era analisar como o usuário interagia com as funcionalidades de aplicação e resgate. Esse era o tipo de procedimento que o cliente normalmente entrava em contato com a empresa para tomar decisões mais assertivas, sendo assim nosso ponto de atenção. Ao mesmo tempo em que queríamos oferecer comodidade para o usuário, não queríamos que essa relação humana se perdesse. Dessa forma, facilitamos ao máximo os procedimentos de baixo risco para serem realizados com poucos cliques e oferecemos contato rápido via telefone ou Whatsapp para finalizar procedimentos que pudessem envolver alto risco ao patrimônio do cliente. Era uma forma de manter o cuidado que a Visia tem com o patrimônio de seus clientes ao mesmo tempo que facilitava a realização de procedimentos simples.O teste foi um sucesso e garantiu que estávamos no caminho certo. Além disso, nos ofereceu insumos para pensar nas funcionalidades que estão por vir em uma segunda versão do app.

Atingindo resultados exponenciais através do UX

Após o desenvolvimento do projeto, o aplicativo está sendo divulgado aos poucos para os clientes e substituirá a plataforma antiga da empresa. A aceitação dos usuários que já tiveram contato com o aplicativo foi bastante positiva e isso é fruto de muita pesquisa e da realização de testes. Nada foi desenvolvido com base em hipóteses, todos os questionamentos que tínhamos foram solucionados na fase de testes.

Identificar quem é seu usuário e quais são suas necessidades, perceber onde as outras empresas estão falhando e com isso desenvolver soluções inovadoras e disruptivas, entender a importância de realizar testes de usabilidade a fim de reduzir custos e evitar falhas que possam vir a fracassar seu projeto, desenvolver protótipos para produzir soluções mais assertivas e com isso reduzir horas de desenvolvimento, garantir a satisfação do usuário e tornar sua experiência com o aplicativo inesquecível. Tudo isso é user experience, um fator antes ignorado e atualmente fundamental para a sobrevivência do seu negócio.

“A FCamara tem uma equipe preparada e multidisciplinar, que ouve as necessidades do cliente, atuando de maneira conjunta para maximizar a qualidade do produto final. A pró-atividade no processo de criação e refinamento dos requisitos nos trouxe um ponto de vista novo em relação aos problemas a serem resolvidos, enriquecendo o processo e melhorando a qualidade da entrega”

Rafael Lee, CIO da Visia Investimentos


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Case criado em 07/01/2019 por Sophia Lima

A experiência de um re:Invent

A experiência de um re:Invent

Em novembro tive o prazer de ir para Las Vegas para prestigiar de perto o re:Invent. Uma experiência incrível em muitos aspectos. Aproveitando da incrível estrutura de Las Vegas o evento é um espetáculo para o conhecimento e para os olhos. Como negócio, é surpreendente como esse ecossistema de inovação se retro alimenta com as novas necessidades que surgem a cada ano e cria um ambiente colaborativo em soluções que se complementam e oferecem novas possibilidades aos seus usuários. O evento da Amazon, não é só dela, é de seus parceiros e clientes que utilizam de maneira eficiente e coordenada a semana do evento para divulgar seus trabalhos, produtos e experiências, além de encontrar novas formas de resolver problemas.

Claro que um evento desse tamanho, serve para divulgação de muita coisa nova que está surgindo, mas também é uma grande fonte de conhecimento, onde as palestras não tem mais somente uma pegada técnica. Várias delas foram focadas em gerar insights e novas perspectivas para CTOs que passam por transformações digitais dentro de suas empresas. Afinal não é de hoje que startups nascem sem ter um parque tecnológico o que possibilita que as mesmas não tenham a necessidade de alavancar grandes quantias para criar e manter toda essa infraestrutura. Mas mesmo com as facilidades que temos hoje em dia, toda essa mudança traz novos possibilidades e desafios. Fica claro ao participar de um evento dessa magnitude que várias empresas aproveitam dessa novas oportunidades para criar soluções que buscam facilitar esses novos desafios. Assuntos como segurança e diagnóstico de problemas são um prato cheio e quanto mais distribuído seu sistema e o alcance do mesmo, maior a chance de você deparar com problemas diferentes em regiões diferentes. Assim ferramentas que acelerem o diagnóstico e ajudem na prevenção são rapidamente aceitas pelo mercado. 

E falando em aceitação, algo que me chamou atenção durante o evento foi o stand da Red Hat, que em pleno evento da AWS fazia anúncios de sua própria nuvem a OpenShift. Apesar da minha surpresa inicial, ao entender um pouco mais da ideia, me pareceu bem natural na realidade a presença da OpenShift no evento. Seu ponto focal era mostrar como é possível gerenciar containers dentro da AWS utilizando seus serviços. Inclusive essa gestão distribuída de recursos vem ganhando força. Já é visível para as gigantes do mundo das nuvens que a gestão de containers em múltiplas plataformas de nuvem é uma realidade que veio para ficar. E deixar de olhar para essa possibilidade pode significar perder vários contratos.

Já produtos bem consolidados no mercado vieram com tudo demonstrando seus novos modelos de negócio, como o caso do Redis que focou seus esforços no evento em mostrar seu modelo Enterprise. Oferecendo inclusive um modelo agora onde você não necessariamente precisar contratar o Redis direto de um serviço de nuvem ou ter uma estrutura on premisse para se utilizar das vantagens da ferramenta. Possuindo sua própria cloud o Redis oferece seus serviços de maneira flexível e escalável. Ao entender melhor toda a ideia me questionei qual seria a vantagem de eu contratar esse serviço do Redis direto deles e não da AWS ou qualquer uma de suas concorrentes, a resposta do pessoal que me atendeu foi direta … é muito mais barato.

Eu particularmente gosto de saber desse tipo de possibilidade, afinal a nuvem é um ambiente ainda muito volátil quando assunto é preço. Algo que faz sentido em um tamanho pequeno, pode ser um verdadeiro “tiro no pé” ao ganhar escala. Hoje arquitetos precisam estar atentos a esse tipo de oferta para conseguir gerenciar custos de maneira eficiente, assim no final do dia saber que existe, por exemplo, máquinas spot e todo o modelo de contratação por trás delas pode garantir uma economia de milhares de dólares no final do mês.

Outro assunto muito forte no evento é a análise e segurança de dados. Como novas legislações surgindo e dados sendo o novo petróleo da era digital a demanda por controle e gestão da informação cresce de maneira exponencial. Várias empresas já entenderam que explorar essa massa gigantesca de dados sendo criada a cada dia é difícil de ser controlada e examinada. Empresas como a Sumologic surgem com essa missão de oferecer uma gestão total do ciclo de SIEM.

Por último, algo que me ajudou por estar fazendo nesse momento um estudo para um cliente, foi o stand Chinês da AWS dentro do evento. Pois, se você já atuou em um projeto onde o cliente tem um desejo de ter um datacenter dentro da China, já percebeu que essa tarefa é algo não tão trivial. Diferente das outras regiões ter uma estrutura dentro do país é algo que requer tempo e estudo. É algo bastante burocrático e cheio de entre linhas, assim ao ver a AWS oferecendo esse tipo de possibilidade foi muito positivo. Pude entrar em contato com representantes e parceiros da região, que do evento para cá, vem me ajudando a elaborar essa estratégia. Assim participar desse evento foi recompensador de várias maneiras diferentes. Sem falar no espetáculo que é Vegas…

Estou organizando um bate papo onde pretendo falar mais sobre o evento. Tem interesse? Comenta aqui!

Por Joel Backschat

Chatbot para a Cadeia de Suprimentos e Logística

Chatbot para a Cadeia de Suprimentos e Logística

Por Lyssa Cavalcanti | Estrategista de Negócios

Enquanto os chatbots tem ganhado a confiança e apreciação dos clientes de diversas indústrias, precisamos considerar que suas vantagens também são interessantes para a cadeia de suprimentos e logística.

Atendendo uma companhia de grande porte, um chatbot é capaz de gerar interações para o negócio de uma forma otimizada com redução de custos.

No negócio logístico, onde o tempo é fator crítico e uma série de informações precisam ser processadas e atualizadas simultaneamente, os chatbots podem se tornar um componente essencial para o fluxo da empresa.

Funciona como um assistente pessoal que está sempre pronto para providenciar a informação ou alerta crítico que deve ser rapidamente gerenciado – em logística, isso é praticamente uma proeza. Um chatbot inteligente, com acesso à vários bancos de dados da companhia, pode ajudar a monitorar e gerenciar o inventário, processar as ordens de pedidos e outras atribuições.

Por um lado, o chatbot pode se tornar uma valiosa ferramenta de gestão e, por outro lado, um recurso de toneladas de dados que a companhia pode usar em suas atividades analíticas e planejamento.

A maioria das pessoas já interagiu de alguma forma com um chatbot, seja por meio de compras online ou aplicativo de comunicação. Além de estarem sempre disponíveis, os chatbots estão sempre disponíveis, são intuitivos e fáceis de usar. Algumas das indústrias que tem aderido aos chatbots em suas atividades com crescente velocidade é a logística e a cadeia de suprimentos.

Do ponto de vista logístico, existem pelo menos duas formas como os chatbots podem otimizar as operações logísticas:

  • Operações voltadas a clientes: reservas de booking, rastreamento de entregas, consultas relacionadas à triagem do produto.
  • Operações da cadeia de suprimento: informações de armazenagem, gerenciamento de frotas, dados de navegação.

A seguir, vamos abordar cada um desses tópicos e expor como os negócios logísticos podem obter competitividade através dos bots.

Para Clientes

Neste tópico, as vantagens não são específicas para o mercado logístico, mas abrangente para outras indústrias da mesma forma, isso porque os chatbots representam uma forma simplificada de comunicar com a empresa.

  • Requisitar entrega. Da mesma forma que realiza uma compra ou reserva um booking, os usuários podem solicitar entregas através de chatbot de logística. O chatbot pode lidar com dados de endereço de entrega e coleta, datas, horários e serviços adicionais, além de processar os pedidos e emitir recibo com todas as informações necessárias.
  • Alterar um pedido. Através do número de rastreamento, o cliente pode alterar ou cancelar a entrega no bot, por meio do número de rastreamento emitido após a confirmação do pedido.
  • Acompanhar o andamento da entrega. Quem realiza compras online está habituado a inserir o número da ordem de serviço no formulário da empresa para, então, obter as informações que deseja. O chatbot também pode fazer isso, porém, melhor. Por funcionar nas dentro das mesmas interfaces de usuário, como Facebook Messenger, Slack ou Skype, não é necessário inserir o código de rastreamento diversas vezes, pois ele se encarregará de realizar a atualização automática nas consultas subsequentes.
  • Obter respostas para perguntas frequentes. Os chatbots são capazes de responder perguntas sobre o serviço com respostas pré-programadas, como taxas, condições de reembolso, os destinos atendidos, prazos de entregas.
  • Receber notificações de entrega. O status de entrega da remessa pode ser fornecido por meio de chatbot, da mesma forma que por e-mail ou SMS, mas dentro da interface costumeira de messenger.

De forma geral, os chatbots podem auxiliar os clientes de empresas logísticas com questões de níveis simples e normalmente é desempenhado por atendimento de call center ou Serviço de Atendimento ao Cliente, fornecendo um canal de fácil acesso e comunicação automática.

Para Cadeia de Suprimentos

Os chatbots podem viabilizar não somente o atendimento ao cliente do negócio logístico, mas também suas operações. Dependendo de uma gama de dados oriundos de diversas fontes, ao passo que precisam ser processadas simultaneamente, o setor logístico pode contar com essa tecnologia para otimizar suas atividades rotineiras. Elencamos abaixo alguns dos processos realizados pela logística diariamente e que podem ser realizados por meio de bots.

  • Pedidos de clientes. Novos pedidos recebidos de clientes, pedidos em andamento, atrasados ou cancelados – tudo isso precisa ser processado em tempo real e os fluxos devem ser atualizados de acordo com a situação atual.
  • Gerenciamento de armazém. O estoque, as entregas esperadas, informações de rastreamento de pedidos e os locais de depósito devem estar sempre atualizados para a operação adequada.
  • Informação da frota.  A empresa deve monitorar quantos veículos estão em rota, ociosos, manutenção ou fora de linha. Para evitar atrasos e reclamações de clientes, a empresa deve estar preparada para substituir um veículo quebrado ou aumentar sua frota quando a demanda é especialmente alta. Para isso, as informações da frota devem ser atualizadas e ajustadas o mais rápido possível.
  • Informação pessoal. Embora os veículos autônomos ainda sejam poucos comuns, as empresas de logística confiam nos motoristas para entregar mercadorias. Assim, é necessário obter a relação atualizada sobre a equipe em operação, em espera, período de férias, licença médica ou em um dia de folga.

Um chatbot com acesso às informações do banco de dados pode responder perguntas diretamente no diálogo sem a necessidade de mudar para páginas ou sites diferentes. Por exemplo, um operador de empilhadeira à procura de um determinado pacote em um depósito pode simplesmente solicitar ao chatbot o setor exato, o contêiner ou a prateleira onde o pacote pode ser encontrado.

Nos Bastidores do Chatbot

O diálogo do cliente com o chatbot somente é possível quando a ferramenta está devidamente suprida dos dados relevantes ao seu propósito, além da programação lógica que gere a compreensão do que está em questionamento.

A eficiência do chatbot depende da comunicação direta com outros sistemas, isto é, a integração com plataformas de automação em marketing, CRMs (Costumer Relationship Management) e ERPs (Entreprise Resourcing Planning), por exemplo. Além disso, outras tecnologias podem ser integradas a ele, que potencializarão seu desempenho, como Internet of Things, Reconhecimento de Voz e Big Data.

Apesar de ser possível inserir os dados dessas plataformas diretamente no banco de dados do bot, a performance será melhor quando integrado a sistemas dinâmicos. Isso porque, além de acessar informações presentes no CRM relacionadas ao cliente e gerar um atendimento personalizado, no caminho inverso, o bot pode fornecer as informações do cliente para o CRM, o que gera insumos para a inteligência de atendimento, enriquecimento do banco de dados e nutrição de leads.

É altamente recomendável implementar um chatbot para melhorar as oportunidades de negócios no setor logístico. Estamos prontos para esclarecer mais informações a respeito de desenvolvimento e os aspectos da implementação do chatbot personalizados para sua empresa.

Chatbot é uma das tecnologias que a FCamara é apta a desenvolver para negócios logísticos.  Nós elaboramos soluções tecnológicas para diversas empresas da cadeia de suprimentos. Temos uma equipe especializada em compreender as demandas de nossos clientes e prover entregas, como chatbots, que gerem eficiência para sua empresa.

Uma tendência logística (ainda) secreta

Por Lyssa Cavalcanti | Estrategista de Negócios

Industrial port and container yard

Se você é profissional que atua em uma empresa onde o core business seja logística ou trabalha em um departamento que envolve este ramo, esse artigo é para você.

Somando a combinação de diversas tecnologias da Indústria 4.0 ao cenário econômico turbulento em que estamos inseridos, o resultado é contundente: inovar deixou de ser uma atividade extracurricular para passar a figurar entre os itens cruciais para o bom desempenho da organização, seja um operador logístico ou uma loja virtual que depende de gestão logística para ser bem-sucedida no mercado em que atua.

Formação de alianças comerciais, implementação de métodos de gestão de estoques e aplicação de novas tecnologias nos procedimentos logísticos da empresa são algumas das práticas executadas pelo setor para sobreviver em um mercado cada vez mais voraz.

Mas há uma novidade para o setor logístico que poucos de seus gestores tem conhecimento: User Experience – mas popularmente conhecido pelo acrônimo sonoro em inglês: UX – que em tradução livre significa Experiência do Cliente.

O que é UX

Antes de apresentar alguns exemplos de aplicação de UX nos processos logísticos, vamos a uma breve e simples descrição de UX: é o campo de conhecimento dedicado a tornar a interação entre usuário produto – ou serviço – de forma natural.

Existem profissionais – conhecidos como UX Designers –  e, até mesmo, empresas especializadas em técnicas e métodos para identificar as necessidades do cliente e criar soluções que sejam adequadas, de forma que o usuário tenha a melhor experiência possível. Quando a palavra “experiência” é citada, refere-se a todo o processo em que a pessoa do cliente está em contato com o produto ou serviço e qual o conjunto de sensações e percepções são obtidas desse momento, ou seja, literalmente a experiência que este vivenciou.

Apesar de não ser nova, a área de UX tem dominado terreno nos anos mais recentes, de acordo com o surgimento de novas tecnologias, como aplicativos, softwares, Internet of Things e weareables. Mas UX não se restringe ao ambiente tecnológico, podendo ser aplicado em diversas áreas, desde produtos a serviços, como nos exemplos a seguir:

  • A experiência do cliente em determinado restaurante (o atendimento recebido, os pratos que experimentou e até mesmo a forma como sua comanda foi fechada);
  • A experiência do consumidor ao utilizar o ketchup que recebeu nova embalagem com design diferente;
  • A experiência de um paciente ao realizar o agendamento online para uma consulta clínica através de aplicativo.

Em resumo, UX Design pode ser aplicado em diversas situações. Acontece que poucos gestores do setor logístico possuem conhecimento a respeito, desde a implementação até os benefícios que este pode oferecer. Inovar com a implementação de UX em sua empresa será um diferencial competitivo.

Logística 4.0

Partindo do princípio que logística é direcionada a garantir a entrega do produto certo – em quantidade e qualidade, no local solicitado e no tempo ideal, mantendo o fluxo de informações, com o objetivo de atender às necessidades do cliente, é fundamental que se reinvente para sempre oferecer eficácia e eficiência.

Algumas das responsabilidades atuais dos gerentes da cadeia de suprimentos incluem: planejamento, custo e desenvolvimento de produto, fabricação, prestação de serviços, marketing e vendas, gerenciamento de estoque, despacho, pagamento e a lista continua.

A logística, no contexto da Revolução 4.0, tem aderido a uma série de tecnologias que tornam a cadeia de suprimentos mais fluída, como a Internet of Things, RFID, weareables, blockchain, criptomoedas, cloud computing e impressão tridimensional, por exemplo.

Todas essas tecnologias fornecem benefícios, mas é importante mencionar que, antes  de colher as vantagens, há a necessidade de adaptação de acordo com o negócio – o que o pode ser realizado por um profissional de UX.

Aplicabilidade de UX em Logística

Por não se restringir apenas ao transporte, mas englobar todo o fluxo de planejamento, gestão e comunicação, além de estar presentes em praticamente todos os tipos de negócios, a logística possui uma vasta gama possibilidades para implantar UX, selecionamos quatro exemplos a seguir:

  • ERP Simplificado. O sistema Entreprise Resource Planning é útil por centralizar as informações do planejamento ao pagamento, porém não foi projetada para a logística 4.0. A interface pouco amigável e a dificultosa disposição de informações torna o processo moroso. Neste aspecto, a aplicação de UX facilita a interação do usuário com o sistema.
  • Logística Reversa. Não importa se o motivo é pós-consumo, pós-venda ou reuso: seu cliente deseja que o processo de devolução do produto seja tão simples quanto a aquisição. Para que isso seja possível, é necessário compreender quais são os gargalos logísticos dessa operação e desenhar uma solução para o fluxo simplificado. Com uma das técnicas utilizadas por profissionais de UX, nomeada como Sprint, é possível obter uma solução inicial em MVP (Minimum Viable Product) validado em até cinco dias.
  • Sistemas Intuitivos. Se sua empresa é um operador logístico ou e-commerce, você sabe o quanto a utilização do tempo é um fator crucial para a competitividade. A perda de alguns minutos no sistema de agendamento para descarga de commodities em um terminal portuário ou os segundos que uma página leva para fechamento das compras online são situações que podem resultar na perda do embarque no navio ou o abandono do carrinho no comércio online, isso significa a perda de dinheiro, negócios e, o principal, clientes. Com um sistema intuitivo e minuciosamente elaborado pelo UX Designer, tendo em vista a eficiência do processo, esses riscos podem ser significativamente evitados.
  • WMS Responsivo. Se o Warehouse Management System já reduz o trabalho manual relacionado ao planejamento de entrega, atividades de depósito e gerenciamento de crédito em desktop, a usabilidade será ainda melhor se funcionar também em seu tablet e smartphone. O UX também realiza o trabalho de adaptação  do design de interação para todas as plataformas.

A experiência do usuário é extremamente crítica para a cadeia de suprimentos. Embora anteriormente fosse restrito a sistemas, passou a descrever toda a experiência do usuário final, o que melhora a produtividade e a eficiência. Soluções otimizadas e melhor projetadas facilitam a utilização pelos funcionários e clientes, refletindo positivamente seus negócios.  

Nós, da FCamara, desenvolvemos soluções para a cadeia de suprimentos para diversas empresas e a aplicação de UX tem fundamentado nosso trabalho. Nossa equipe de UX se concentra nas necessidades do cliente e projeta uma solução em torno dele. Nossa abordagem em User Experience é criar soluções adequadas e robustas para melhorar a produtividade e eliminar as lacunas.