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Diego Tavares

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As etapas da prática de UX

por Diego Tavares | 23 de janeiro de 2019 | Metodologias As etapas da prática de UX

Ao contrário do que muitos imaginam, a área de UX Design não pode ser categorizada como um processo, ferramenta ou metodologia, mas sim como um conceito que une diversas disciplinas, que somadas proporcionam uma interação natural e simples dos usuários juntos ao produto (ou serviço ou ambiente).

Nos últimos anos, o campo de conhecimento dedicado a experiência do usuário tem ganhado mais espaço dentro das empresas. Afinal, conforme o tempo passa, os usuários se tornam cada vez mais exigentes em relação aos produtos, sistemas ou serviços que consomem.

Você deve estar se perguntando: “Se ele não é um processo, ferramenta ou metodologia, como pode haver etapas?”. A resposta é mais simples do que parece. O trabalho de UX consiste na junção de diversas áreas. Desta forma, para que o seu desenvolvimento seja bem-sucedido é necessário que se organizem as técnicas destas diferentes disciplinas que são relevantes para a criação de uma melhor experiência do usuário, para que assim, a sua aplicação funcione de maneira fluida e assertiva.

Não existe um guia de boas práticas de etapas e técnicas de UX definido, pois existem diversos tipos de perfis de designers e equipes, assim como diversos perfis de projetos e clientes, que possuem necessidades, prazos e budget distintos. Sendo assim, a listagem que será apresentada aqui pode variar de acordo com o perfil de cada um ou até mesmo de cada projeto, mas que são interessantes de serem experimentadas e implantadas.

As etapas da prática de UX

Imersão.

A técnica de imersão tem como intuito, fazer com que o profissional de UX se aprofunde no projeto estudando todos os pontos de vistas, ou seja, se coloque no lugar da empresa e do usuário final. Esta fase pode ser realizada em 2 fases:

  • Preliminar: se trata do primeiro contato com o ponto focal do projeto, onde serão explicadas as suas principais características e funcionalidades;
  • Profundidade: onde, após as explicações, o profissional irá se aventurar junto ao produto, serviço ou sistema para realizar uma análise mais profunda, levantando as necessidades e oportunidades de fácil visualização.

Pesquisa.

Depois de entender com precisão o projeto é necessário realizar a técnica de pesquisa que deverá ser feita através de uma avaliação 360, ou seja, captando diversos dados sobre todos os stakeholdersdo projeto como, a empresa detentora do projeto, os usuários e até mesmo sobre os concorrentes.

Nessa etapa diversas técnicas e ferramentas podem ser utilizadas para uma coleta completa de dados, como por exemplo:

  • Benchmarking: pesquisa de referências e de comportamento de mercado, onde é possível fazer uma análise comparativa entre o seu produto, sistemas e serviços em relação aos principais players, fazendo com que se construa um arsenal de idéias com práticas que podem ser replicadas e melhoradas;
  • Definição de perfis e personas: sintetizar o comportamento dos consumidores ideais, abrangendo informações, tanto demográficas como idade, sexo, renda e localização, como psicográficas como interesses, preocupações e motivações;
  • Jornada do usuário: identificar os pontos-chaves de contato com o usuário, criando um mapa de caminho em que o usuário tem que realizar para executar uma ação e identificar os principais pontos e cenários de interação até que o mesmo chegue ao destino final.

Ideação

Nesta fase você fará o levantamento de todos os dados coletados e listará todos os pontos que precisam de atenção, para que depois um brainstorming possa ser gerenciado, onde será possível pensar em soluções inovadoras para o projeto.

A utilização de um grupo multidisciplinar é um ponto de destaque para a realização desta etapa, pois só assim, podemos obter diversos pontos de vista, gerando diversas alternativas para solucionar os gaps identificados.

Prototipação

Passada toda a fase estratégica do projeto, onde foram apontadas todas as problemáticas e insightsde resoluções das mesmas, e até mesmo de novas possibilidades. Chegou a hora de colocar a mão na massa e construir um protótipo testável, de alta ou baixa fidelidade, para que assim todas as hipóteses sejam visualizadas de maneira concreta e futuramente validadas.

Quando, se tem uma equipe multidisciplinar, a fase de prototipação pode acontecer simultaneamente às outras, afinal, conforme as ideias forem surgindo elas podem ser acrescentadas no projeto, testadas e em alguns casos, implementadas.

Validação

Com o protótipo construído, levando em consideração todas as hipóteses para para melhoria, está na hora de verificar se todas se encaixam e realmente fazem sentido de serem implementadas, seja através de um grupo de foco, eye tracking ou teste de usabilidade. Além disso, durante esta fase é possível receber novas ideias de melhorias que não foram pensadas anteriormente.

É importante notar que esta fase deve ser executada com pessoas da área de negócio e usuários finais, ou seja, é necessário fazer os testes com as pessoas que se enquadrem na persona que foi mapeada.

Implementação

Considerada a última fase, a etapa de implementação nada mais é que a entrega da solução após o seu refinamento, onde é possível realizar, se necessário, alterações com base nos insights e feedbacksrecebidos nas fases anteriores.

E lembre-se que o processo de UX não é algo imutável, pois estamos lidando com pessoas e estas mudam seus gostos e comportamentos, assim um projeto estará sempre em um ciclo constante de pesquisa, hipótese, prototipagem, testes e avaliações.

Escrito por: Diego Tavares

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